" CONTRIBUA"

" C O N T R I B U A "
"A vida pede uma contribuição de cada indivíduo e depende de cada um descobrir qual deve ser a sua"
(Viktor Frankl)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Bullying - Mães eduquemos e protejamos nossos filhos!


Bullying] é um termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully - «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.
(wikipedia)

Pois é... Nos últimos tempos o bullying tem sido assunto extremamente discutido no meio escolar.
Quantos de nós já viveu isso na infância sem saber exatamente que nome dar a esta crueldade?
Muitos carregam as sequelas destas brincadeiras infelizes, se é que podemos chamar de brincadeira este tipo de agressão covarde. Só agora, muitos anos depois, encontramos um nome para esta violência absurda.
Devemos nos preocupar, porque o que para nossas crianças pode parecer uma brincadeira, na verdade causa um impacto fenomenal na saúde emocional e psicológica de quem sofre o bullying.
Mães, é nosso papel educar nossos filhos para que eles não cresçam achando normal este tipo de atitude entre tantas outras desprezíveis.
Eu vivi o bullying. Sempre fui muito tímida, falava pouco; não era feia, mas era igênua para minha idade na época.
E sofri.
Hoje, eu entendo quando psiquiatras e neuros se mostram favorável à utilização da Ritalina mesmo fora da escola para crianças com TDAH. Embora eu relute muito, sou obrigada a concordar com o discurso de que a criança não aprende só na escola, mas também no seu dia-a-dia. A criança se desenvolve emocional e psicologicamente o tempo todo. No convivio em casa, com os colegas(quando os tem), na escola, num parque, durante brincadeiras. São momentos de crescimento e amadurecimento.A percepção os deixa mais alertas para situações mais sutis, onde a percepção deve ser mais aguçada.
Eu não posso falar por todas as crianças portadoras de TDAH; só posso utilizar minha experiência e que tem me mostrado que boa parte destas crianças, são muitas vezes um tanto ingênuas para sua idade.
Meu filho sempre foi assim; não tinha a malícia dos meninos de 10/11 anos. Nem a mesma linguagem(não falava palavrão, gírias), nem o mesmo gingado. Não sei bem como explicar.
A sociabilidade dele nunca foi boa. Era sempre discriminado pelos meninos da turma; jogavam a lancheira dele no banheiro, faziam brincadeiras cruéis, apelidavam e por fim botavam o pé na frente dele para que ele caisse da escada no intervalo do lanche.
Pra piorar ele tinha uma falha grande entre os dois dentes da frente, ocasionada pela extração de dois dentes a mais que não deveriam estar naquele espaço.
É incrível o que uma criança pode sofrer no meio de outras.
Embora eu sinalizasse para escola e eles até tentassem melhorar esta questão, a melhora era questão de tempo. Durava uma semana e começava tudo de novo.
Eu já disse em algumas postagens atrás que meu filho estava emocionalmente em frangalhos.
Quando cogitamos a idéia de mudar de escola, meu filho se desesperava. Hoje, eu sei que o que ele temia, era passar por tudo que ele já vivia na escola, só que com pessoas novas em lugar novo; ou seja a mesma hostilidade num lugar onde ele não sabia onde pisava.
É... o ser humano também tem a incrível capacidade de se adaptar às coisas ruins. Questão de sobrevivência!
Mas meu coração ficou completamente aliviado, quando meu filho, depois de uns 2 meses na nova escola, me disse:
__ Mãe, se eu soubesse que ia ser tão bom, eu tinha pedido pra você me trocar de escola a muito tempo.
E a confirmação de que as coisas iam bem, veio depois de mais alguns meses.
Um dia, organizando o armário dele, retirei todos os uniformes da escola antiga(sim porque eu havia guardado, para o caso dele não se adaptar e termos que voltar) e ele olhando eu tirar tudo aquilo, me disse:
__ Mãe, joga tudo isso fora...Esses uniformes só me trazem lembranças ruins.
E embora eu já soubesse disso, só naquele momento, eu percebia com toda clareza, o quão intenso e significativo tinha sido todo aquele mal estar e sofrimento para o Gabriel. Droga! Eu havia demorado demais para tomar uma decisão. Às vezes, eu mesma me perguntava, porquê eu não havia feito isso a mais tempo e livrado meu filho daquele pesadelo?
A única coisa que sei, é que eu, mãe, na tentativa de ajustar meu filho ao ambiente ou ainda, o ambiente à ele, fiquei ali tentando acertar. Mas que mãe não tenta tudo? E muitas vezes, nos vemos sem saída, sem solução. Eu demorei, mas mudei tudo. Casa, escola, tudo. Acho até que foi uma das minhas melhores decisões de mãe.
É claro, que para isso, contei com apoio do meu marido e das minhas duas princesas que também tiveram que mudar de escola. A pequena chorou uma vida, porque havia deixado para trás as amigas, a escola, a casa.
Eu encontrava bilhetinhos escondidos no armário dela; desabafos; "Nunca pensei que ia chegar o dia em que eu teria que deixar minha escola, minhas amigas e minha casa. Uma casa nova, num lugar que eu não conheço...etc...etc...."
Fala a verdade!!! Não é fácil! Porque se por um lado eu achava que beneficiava um filho, fazia sofrer outro. Mas botando tudo na balança, mesmo com alguns sofrimentos, o benefício para toda a família seria melhor.
Tudo isso, me fez adiadar uma decisão tão importante.... Tudo isso e mais uma coisa.... Na minha infância, eu não tive opção. Eu tive que me adequar e pronto e achava que o mundo é assim mesmo.
Mas tem uma coisa que eu aprendi: Ninguém precisa carregar para o resto de sua vida adulta, o trauma de uma infância emocionalmente abalada. Se dá para tratar, tratemos agora. E não adianta achar que tentar melhorar isso, é passar a mão na cabeça do seu filho. Definitivamente, não é. Só você conhece bem seu filho para saber o quanto um comportamento exterior e violento pode estar impactando na saúde mental dele.
Vejam, eu vivenciei outro episódio de bullying.
Algumas vezes, minha filha mais velha comentava que havia na sala dela uma menina que de certa forma servia de chacota por ser uma menina mais peluda, mais baixinha, e que transpirava muito.
Em outro dia, ela comentou que depois da educação física, ninguém queria sentar perta da menina porque ela transpirava muito.
Eu já estava incomodada com aquela história, quando num determinado dia, ela chegou da escola contando, que os meninos tiravam fota dessa menina no celular e ficavam em turmas tirando sarro, fazendo comentários e dizendo que era a menina mais feia da escola. Achei que a situação já estava ficando fora de controle e senti que eu devia fazer algo em relação a isso. Primeiro conversei com a minha filha para mostrar que havia uma série de motivos pelo qual aquela menina estava naquele estado. Poderia ser problema hormonal, falta de orientação em casa, etc... e falamos do quanto ela devia estar sofrendo com isso.
Marquei um horário com orientadora da escola e fui conversar.Expliquei o que estava acontecendo.
É mães... mesmo estando muitas horas na escola, muitas coisas que acontecem, passam despercebidas pelos responsáveis; Não digo que por incompetência, mas por atribuições da própria atividade escolar.
De fato, a orientadora não sabia de nada e os professores não haviam percebido e esta criança com certeza, não disse nada aos pais sobre as gozações e humilhações que sofria na escola.
Depois disso, a mãe da criança foi chamada para uma conversa e a Rafa que me contou que alguns dias depois a colega de sala, estava totalmente mudada. Perfumada e com as pernas depiladas.
E aí eu digo: Nesses pequenos acontecimentos, temos a grande oportunidade de ensinar aos nossos filhos a terem respeito e compaixão pelos outros. Sim, porque compaixão não é sinal de fraqueza, mas sim de grandeza.
É claro que nossos filhos são como tantas outras crianças.Às vezes malcriadinhos, às vezes resmungões, muitos vezes maravilhosos, mas acima de tudo, são terra fértil, prontos para receber a boa ou a má semente.
Por isso, plantemos boas sementes e não nos esqueçamos de que eles também são o espelho de nós mesmos.
Ensinemos nossos filhos a respeitar as diferenças, sejam elas sociais, religiosas, raciais e por aí vai.
É o respeito ao próximo que nos matém dignos de uma convivência pacífica e harmoniosa.
Se agirmos bem agora, nossos filhos farão parte de um mundo melhor no futuro.
abcs,





TDAH/TOC/Medos- Livros para crianças(Infantis).





Pessoal, hoje vou deixar aqui, indicações de alguns livros que achei o máximo para crianças.
São livros coloridos e cheios de atividades que tratam dos assuntos; manias, medos, irritação, preocupações.
São livros preparados para trabalho terapêutico. Como sabemos, crianças com Distúrbio de Atenção, têm dificuldade para ler livros grandes. Os livros aqui mostrados são pequenos e cheio de figuras. São mesmo fofos!
Esta série se chama, " O que fazer quando..." e aí vem os títulos: ".. você se irrita demais, "...você não dorme" e etc...
Estão disponíveis também para dowload gratuito, na página da editora ArtMed.
Espero que gostem,
bjs,










Jacob 2-2- O menino que repetia 2 vezes a mesma coisa.O desenho passava se não me engano no Cartoon e mostrava de forma natural, um garoto com TOC.

tinker bell - Trabalho de equipe!

domingo, 14 de novembro de 2010

Limpeza de madrugada... ninguém merece...



Oi gente!
Como ainda estou acordada, vou só deixar uma mensagenzinha e vou sair rapidinho.

Sabe....Eu acho que não tenho TOC, mas as vezes fico meio bitolada.
Hoje me deu na telha de arrumar os armários. Daí eu não consigo parar se não terminar tudo.
Passei a tarde fazendo isso e são 03:52 da manhã.
Tô só o pó!

No passado, quando eu era mais jovem, tinha esses surtos. Se eu limpasse a casa e não abrisse todas as gavetas e os armários para limpar também, era como se não tivesse feito nada. Ficava irritada...muito irritada.

Agora superei isso... Não ligo mais...
Só de vez em nunca... me dá na louca que nem hoje.

Agora tchau!
Vou domir um pouco.
bjs


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Ansiedade e Tempo




"Ele era um andarilho. Ele tinha um olhar cheio de sol,
de águas, de árvores, de aves. Ao passar pela aldeia,
ele sempre me pareceu a liberdade em trapos.
O silêncio honrava a sua vida.''
(Manoel de Barros)

O Tempo e a Ansiedade

De fato, é algo em que penso sempre. Todos os dias somos bombardeados por muitas informações. A todo momento um novo e-mail, uma nova notícia e compromissos em excesso.

Eu sinceramente não sei dizer, se fazemos isso conosco ou se deixamos o dia-a-dia e a correria nos consumir a tal ponto de chegarmos num estágio onde não temos mais escolhas e não somos donos do nosso tempo.

Estamos sempre correndo contra o relógio.

Eu sou uma por exemplo, que guardo um montão de e-mails. Leio e depois tenho medo de esquecer e fico arquivando uma porrada de informação que às vezes tenho a impressão de que não está poluindo só a memória do computador, mas a minha também.

Tenho uma séria dificuldade com escolhas.

Nestes dias, resolvi fazer compras na Rua José Paulino, que é o paraíso para as mulhres. É mesmo...É tanto que até fiqueio meio enlouquecida. É tanta opção que mesmo que eu quisesse olhar tudo aquilo, eu não conseguiria em 1 dia. Provavelmente eu precisaria voltar durante 1 semana.

Fui ficando agoniada por ter que fazer tantas escolhas> (muitos modelos, muitos preços, muitas lojas).

Acho que comprei uma camisa e fui embora. Eu até voltei lá e superei um pouco esta dificuldade de escolha.

O fato é que nossa vida é pautada em escolhas. Escolhemos quem namoramos, com quem casamos , onde moramos.

Excesso de informação nos deixam ansiosos.

Se vamos ao cinema, gostaríamos de assistir não apenas 1, mas pelo menos 3 dos filmes que estão em cartaz. Mas sabe como é.... você só pode assistir um naquele dia. É um tormento....Você vai escolher este.. ah... mas gostaria tanto de assistir o outro. Mas e se você optar pelo outro e descobrir que é um filme ruim? Ah.. deixou de assistir ao primeiro, por causa desta dúvida e vai acabar ficando brava consigo mesma ou vai ouvir do namorado ou namorada aquele famoso " Eu te avisei". É muita responsabilidade só para escolher um filmezinho!

Eu levo um tempão no mercado para fazer as compras. Meu marido diz que sou a única mulher a demorar um século para escolher um xampu. Ora, xampu é essencial! E naquele mês que você quer trocar porque já está há um tempão com o mesmo, piorou!

Eu sempre fui assim. P/ mim sempre foi complicado fazer escolhas. Mas agora percebo, que com toda evolução tecnológica e a rapidez com que tudo acontece, ficar ansioso com tantas escolhas e obrigações, não é privilégio de pessoas com Distúrbio de Atenção, mas é outro mal da humanidade.

Pois é... sempre que estamos diante de uma esolha, ficamos tentando imaginar todas as outras possibilidades. Perdemos tempo e objetividade. Se escolhemos algo e nao escolhemos o outro, consideramos que estamos perdendo alguma coisa.

Ou seja, cada vez que fazemos uma escolha, deixamos outra para trás.

Para escrever este pequeno texto, deixei de dormir cedo. Afinal são 1:42hs da manhã.

Se eu fosse dormir, ia ficar pensando: Poxa, eu poderia ter ficado até um pouquinho mais tarde, etc....

A quantidade de ecolhas que fazemos no nosso dia é absurda.

O grande volume de informações que recebemos constantemente, nos faz acumular ou postergar alguns compromissos, o que piora nossa situação

São cada vez mais lançamentos de produtos, desde eletrõnicos até os produtos comuns e supermercado.

O resultado disso está aí: um povo cheio de ansiedade e transtornos.

Estamos cheio de livros (um monte de opção)de auto-ajuda que nos ensinam a maximizar o nosso tempo, a estabelecer prioridades, mas parece quase impossível, quando as solicitações no seu trabalho, na sua vida, sempre é no mínimo urgente.

Precisamos somente lembrar que de todas as escolhas, aquelas que envolvem laços afetivos são as mais importantes. Muitas vezes, num turbilhão de compromissos, acabamos penalizando justamente os nossos amigos e familiares.

Pesquisas mostram que pessoas com bom relacioamento com a família e amigos são mais felizes.

Em resumo, vamos nos policiar para não deixar para trás o que nos é mais precioso.

Eu comecei o texto de hoje com um poema justamente para mostrar o quanto nos aprisionamos com nossas obrigações, compromissos e até com nossos sonhos a ponto se não sermos tão livres quanto desejamos.

Muitas vezes temos que abrir mão de muito, para viver com mais simplicidade.

É uma escolha difícil. Enquanto não criamos coragem para isso, vamos viver!