

de águas, de árvores, de aves. Ao passar pela aldeia,
ele sempre me pareceu a liberdade em trapos.
O silêncio honrava a sua vida.''
De fato, é algo em que penso sempre. Todos os dias somos bombardeados por muitas informações. A todo momento um novo e-mail, uma nova notícia e compromissos em excesso.
Eu sinceramente não sei dizer, se fazemos isso conosco ou se deixamos o dia-a-dia e a correria nos consumir a tal ponto de chegarmos num estágio onde não temos mais escolhas e não somos donos do nosso tempo.
Estamos sempre correndo contra o relógio.
Eu sou uma por exemplo, que guardo um montão de e-mails. Leio e depois tenho medo de esquecer e fico arquivando uma porrada de informação que às vezes tenho a impressão de que não está poluindo só a memória do computador, mas a minha também.
Tenho uma séria dificuldade com escolhas.
Nestes dias, resolvi fazer compras na Rua José Paulino, que é o paraíso para as mulhres. É mesmo...É tanto que até fiqueio meio enlouquecida. É tanta opção que mesmo que eu quisesse olhar tudo aquilo, eu não conseguiria em 1 dia. Provavelmente eu precisaria voltar durante 1 semana.
Fui ficando agoniada por ter que fazer tantas escolhas> (muitos modelos, muitos preços, muitas lojas).
Acho que comprei uma camisa e fui embora. Eu até voltei lá e superei um pouco esta dificuldade de escolha.
O fato é que nossa vida é pautada em escolhas. Escolhemos quem namoramos, com quem casamos , onde moramos.
Excesso de informação nos deixam ansiosos.
Se vamos ao cinema, gostaríamos de assistir não apenas 1, mas pelo menos 3 dos filmes que estão em cartaz. Mas sabe como é.... você só pode assistir um naquele dia. É um tormento....Você vai escolher este.. ah... mas gostaria tanto de assistir o outro. Mas e se você optar pelo outro e descobrir que é um filme ruim? Ah.. deixou de assistir ao primeiro, por causa desta dúvida e vai acabar ficando brava consigo mesma ou vai ouvir do namorado ou namorada aquele famoso " Eu te avisei". É muita responsabilidade só para escolher um filmezinho!
Eu levo um tempão no mercado para fazer as compras. Meu marido diz que sou a única mulher a demorar um século para escolher um xampu. Ora, xampu é essencial! E naquele mês que você quer trocar porque já está há um tempão com o mesmo, piorou!
Eu sempre fui assim. P/ mim sempre foi complicado fazer escolhas. Mas agora percebo, que com toda evolução tecnológica e a rapidez com que tudo acontece, ficar ansioso com tantas escolhas e obrigações, não é privilégio de pessoas com Distúrbio de Atenção, mas é outro mal da humanidade.
Pois é... sempre que estamos diante de uma esolha, ficamos tentando imaginar todas as outras possibilidades. Perdemos tempo e objetividade. Se escolhemos algo e nao escolhemos o outro, consideramos que estamos perdendo alguma coisa.
Ou seja, cada vez que fazemos uma escolha, deixamos outra para trás.
Para escrever este pequeno texto, deixei de dormir cedo. Afinal são 1:42hs da manhã.
Se eu fosse dormir, ia ficar pensando: Poxa, eu poderia ter ficado até um pouquinho mais tarde, etc....
A quantidade de ecolhas que fazemos no nosso dia é absurda.
O grande volume de informações que recebemos constantemente, nos faz acumular ou postergar alguns compromissos, o que piora nossa situação
São cada vez mais lançamentos de produtos, desde eletrõnicos até os produtos comuns e supermercado.
O resultado disso está aí: um povo cheio de ansiedade e transtornos.
Estamos cheio de livros (um monte de opção)de auto-ajuda que nos ensinam a maximizar o nosso tempo, a estabelecer prioridades, mas parece quase impossível, quando as solicitações no seu trabalho, na sua vida, sempre é no mínimo urgente.
Precisamos somente lembrar que de todas as escolhas, aquelas que envolvem laços afetivos são as mais importantes. Muitas vezes, num turbilhão de compromissos, acabamos penalizando justamente os nossos amigos e familiares.
Pesquisas mostram que pessoas com bom relacioamento com a família e amigos são mais felizes.
Em resumo, vamos nos policiar para não deixar para trás o que nos é mais precioso.
Eu comecei o texto de hoje com um poema justamente para mostrar o quanto nos aprisionamos com nossas obrigações, compromissos e até com nossos sonhos a ponto se não sermos tão livres quanto desejamos.
Muitas vezes temos que abrir mão de muito, para viver com mais simplicidade.
É uma escolha difícil. Enquanto não criamos coragem para isso, vamos viver!
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